Um Presente Precioso

by Charlles Nunes
(Angra dos Reis, RJ, Brasil)

Dentre os muitos presentes que damos ano após ano aos nossos filhos, amigos e entes queridos, alguns só podem ser dados em ocasiões e locais bastante específicos – e apenas uma única vez.

Enquanto a Poli estava internada no Samci no Rio de Janeiro, tivemos um feriado chamado Dia da Construção Civil Pesada (na segunda-feira, 25 de outubro de 2011).

Um amigo da família, que também trabalhava comigo na construção de Angra 3, estava de folga, e aproveitou para levar meus filhos de Angra dos Reis ao Rio de Janeiro, para que visitassem a irmã no hospital.

Lá chegando, fizemos aquela festa. Há muitos dias não nos encontrávamos (a Martha, as crianças e eu). O Abraão levou um presente para a Poli – um chaveiro em forma de lanterna – e nos alegramos bastante com a presença deles. As crianças ganharam tênis, meias, e outras coisinhas que eu havia comprado no Rio pensando nelas.

A Martha permaneceu no hospital em companhia da Zélia – esposa do Sérgio – enquanto fomos almoçar num restaurante perto dali. Conversamos, rimos, e as crianças escolheram cada um seu picolé.

Ao retornarmos, conversamos mais um pouco. A Poli fez mais um exame de sangue – pois o nível das plaquetas estava muito baixo – e ao cair da tarde nos despedimos das crianças. Nos abraçamos, beijamos, e demos um ‘até logo’, na esperança de nos encontrarmos em breve, todos reunidos em casa.

As crianças voltaram renovadas. Nós ficamos mais tranqüilos ao vê-los tão bem, e o Sérgio sentiu a alegria de servir de forma desinteressada. O que nenhum de nós sabia, na ocasião, era que aquela seria a última oportunidade de os irmãos se encontrarem nessa vida.

Como retribuir um presente desses? A bondade da família Pregnolato em nos servir naquela ocasião foi um presente inestimável!


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