Simplesmente Poliana
Introdução

by Charlles Nunes
(Angra dos Reis, RJ, Brasil)

Escrevi essa história por diversas razões...

A primeira delas, para cumprir uma promessa que fiz quando a Poliana nasceu. Sua avó havia falecido um ano antes, e como as duas não se conheceram nessa vida, pensei que escrever sobre minha mãe serviria de ponte entre as duas gerações.

Eu já havia feito um resumo descrevendo suas comidas preferidas, seus programas de TV, seus hábitos e sua maneira de encarar os desafios da vida. Aproveitei o pequeno rascunho para elaborar uma lista dos assuntos sobre os quais iria escrever.

A empolgação foi dando lugar às urgências do dia a dia, o projeto foi sendo adiado e acabou ficando de lado - como tantos outros. ;-(

À medida que nossos quatro filhos cresciam - dois meninos e duas meninas - tivemos muitas experiências semelhantes à maioria das famílias: trocamos fraldas, contamos historinhas, fizemos as festinhas de aniversário, atrasamos algumas vacinas e guardamos muitos dentinhos caídos embaixo do travesseiro.

No ano em que nossa caçula completou nove anos, reunimos forças e enfrentamos nosso maior desafio: descobrir e lutar contra uma doença que nos parecia invisível e implacável.

Esse foi um capítulo à parte em nossa história. Após cumprir sua parte com louvor, nossa pequena de cachinhos dourados partiu ao encontro da avó...

Ao imaginar as duas conversando, sentadas na grama - como se vê nos filmes - sinto que é hora de renovar minha promessa. Se não pude apresentar as duas nessa vida, quero ao menos perpetuar as lembranças felizes do que vivemos juntos. Ao conhecer a neta, o leitor conhecerá também a avó.

O segundo motivo pelo qual me mantenho escrevendo, é para curar feridas interiores. Quando se enfrenta um grande desafio, é fácil perder a perspectiva e reclamar da vida. Mas reconhecer as bênçãos nas coisas mais simples pode devolver o ânimo a qualquer pessoa, por mais exausta que esteja.

E finalmente, escrevo para mostrar como nosso recurso mais precioso - o tempo - pode e deve ser bem aproveitado sob qualquer circunstância, e a todo o momento.

Espero que nossa história reforce a idéia de que vale à pena desacelerar, desligar a TV de vez em quando e brincar com um filho, ajudar num trabalho escolar ou simplesmente ficar batendo papo - como nos velhos tempos...

A gente se vê por aí.


O autor.


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