simplesmente poliana - capítulo 56
uma história de fé, amor e esperança

Bem-vindo ao Simplesmente Poliana. Você vai conhecer uma menina que em apenas 9 anos de vida semeou alegrias e deixou muita história pra contar. ;-)

tocando em frente

Com os acontecimentos descritos neste livro, nossa família foi reduzida de seis para cinco pessoas recentemente. É incrível notar quantas vezes nos lembramos disso:

  •  Quando viajamos de carro e ninguém fica sem cinto.
  •  Ao percebermos uma cadeira vazia na cozinha, durante as refeições.
  •  Quando viajamos de ônibus e um de nós se senta sozinho.
  •  Ao dividirmos a pizza em seis pedaços.
  •  Quando lemos um menu e nos lembramos do cardápio do hospital.

A ajuda dos amigos para superar essa fase tem sido tão providencial quanto um gol marcado na final do campeonato. Ao término do expediente, costumo puxar assunto com um amigo... Que sempre me ouve com toda a paciência.

Ao ouvir a música ‘Here Comes the Sun’, dos Beattles, e ler a respeito de sua criação, fiquei admirado como ela descreve tanto a vida da Poli quanto nosso esperado reencontro: o sol brilhando depois de um longo e intenso inverno. Após ouvi-la repetidas vezes, cheguei até a dançar sozinho.

Minha esposa disse que a Poli continua tão presente quanto na época em que vivia conosco. Que agora temos um incentivo maior para vivermos à altura de chegar aonde ela já chegou...

Concordo com ela.

Minha irmã, que continua nos ajudando, leu o artigo ‘Uma Nova Perspectiva’, e comentou:

“Charlles, a eminência da morte e sua concretização faz com que todos os nossos dogmas sejam jogados ao léu. Enquanto

eles flutuam, nós nos desesperamos e perdemos todas as nossas referências.

Depois desta etapa, percebemos que não podemos viver sem nossas crenças, pois elas fazem parte de nós, são verdadeiramente aquilo que nos constitui como indivíduos. Então, passamos a recolhê-las, uma a uma, no ar, como quem tenta pegar borboletas.

Às vezes dá trabalho reconstruir a própria fé.Para uns leva pouquíssimo tempo, para outros um pouco mais. Mas este momento de crise é o que fundamenta aquilo que acreditamos. É o que nos ajuda a reconhecer quem realmente somos.

Hoje eu sei no que acredito, de que maneira acredito, e porque escolho continuar acreditando.

Suzana.”

Por duas vezes, tive a alegria de sonhar com a Poli. Durante os sonhos, não conversamos, mas creio que com o passar do tempo terei esse privilégio.

Na primeira vez a vi descendo a rua, enquanto eu andava na direção contrária. Quando passamos um pelo outro, ela sorriu e continuou em frente. Virei-me para vê-la mais um pouquinho, e à medida que ela andava, meu coração se enchia de alegria. Interessante notar que todas as crianças podiam vê-la, mas apenas alguns adultos.

No segundo sonho estávamos sentados em família na hora do jantar. Eu não me cansava de olhar para seu rostinho iluminado e sorridente...

Sabíamos que nossa família estava completa. 


Diário de Poliana, 13 de Novembro de 2008. Quinta.

Hoje foi um dia muito legal porque não tem aula e também porque atrás da minha cama tem tipo um quartinho aí hoje de manhã eu e o Abraão meu irmão estávamos brincando aí minha mãe pensou que nós estávamos brigando aí ela mandou cada um ir para o seu quarto.

Aí eu fiquei bem triste pensando quando eu e o Abraão estávamos felizes sorrindo.

Aí eu passei pela porta e vi o cantinho da cama quando vi o cantinho aí comecei a chamar (de casinha) aí eu botei muitas coisas e estas coisas são:

Campainha que é um ímã, bíblia sagrada, comida e vários biscoitos, borracha, apontador, regras de fé, muitas coisas engraçadas, hinário para cantar, um livro para escrever e desenhar muitas coisas etc, nescau para beber, almofada para sentar. Só sabe porque só tem poucas coisas porque é pequeno mas nem tanto.

Aqui eu estou escrevendo este diário aqui sou muito feliz para fazer o que quiser, mas sou muito, muito, muito feliz.

Olha não vou botar fim ainda porque quero escrever mais está bem então já vou parar está bem sim tá bom então vou parar agora já parei tá bom tá.

Continuação de antes:

Acho que não vou conseguir, mas vou botar fim porque já está muito tarde está bem já.

Fim.

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