simplesmente poliana - capítulo 44
uma história de fé, amor e esperança

Bem-vindo ao Simplesmente Poliana. Você vai conhecer uma menina que em apenas 9 anos de vida semeou alegrias e deixou muita história pra contar. ;-)

amigos

A Poliana começou seus estudos em 2006 na mesma escola em que eu havia iniciado minha jornada trinta anos antes: a Escola Municipal Paraíba, no bairro Vila Mury em Volta Redonda. Ali, conquistou colegas e professoras com seu jeito simples e meigo de ser.

Uma delas se tornou sua melhor amiga: a Nathália. Quando a família mudou-se para Angra dos Reis, ela passou a estudar no Colégio Estadual Roberto Montenegro, na 1ª série do Ensino

Fundamental. Como ainda sentia muitas saudades da amiga, falava nela freqüentemente...

Durante aquele ano, fez uma nova amiga, que passou a considerar como uma irmã para ela: Alexia. No ano seguinte, a amiga foi transferida de escola, e como também moravam em bairros diferentes, as duas passaram a trocar telefonemas sempre que possível.

Quantos e quantos sábados a Poli ficou pronta, de banho tomado, aguardando que um dos pais a levasse à casa da Alexia, e o passeio foi diversas vezes adiado...

Na única vez em que a mãe teve tempo para levá-la, a amiga havia saído, e elas se desencontraram. No sábado seguinte, a irmã mais velha (Ana Paula) se preparou e levou-a para brincar com a colega.

Embora houvesse se preparado por diversos fins de semana, aquela foi a única vez em que a Poli conseguiu realmente visitar a colega. Nos outros sábados, ela nunca reclamou. Apenas ficava um pouco triste, mas compreendia os afazeres dos pais, e aguardava pelo sábado seguinte.

Quando retornávamos do Rio, liguei para a mãe da Alexia e relatei-lhe o ocorrido. Ela ficou consternada, chorou, e eu não consegui terminar o telefonema.

Confesso que minha consciência pesou bastante nesse momento, pois gostaria de ter parado o que estivesse fazendo

para levá-la – ao menos uma vez – à casa da amiga que tanto amava, e que também a amava tanto.

Uma de minhas cunhadas, que viajava conosco, me consolou dizendo que eu havia sido um pai exemplar, que havia me esforçado para dar o melhor de mim para a família, e assim por diante. Com o apoio dela percebi que em matéria de paternidade meus acertos superavam meus erros, e que como o saldo era positivo, eu deveria parar de chorar.

Naquela noite, os pais da Alexia nos visitaram na igreja. Nos abraçamos, choramos juntos e tivemos aquele sentimento de que nossas filhas haviam conseguido desenvolver um dos mais belos sentimentos da alma humana: a pura amizade.

Uma outra amiga querida com quem a Poli teve a alegria de partilhar momentos especiais foi a Juliana. Juliana para muitos, Juju para os mais chegados. E essa foi a única amiga que teve uma música composta em sua homenagem. A letra era mais ou menos assim:

Meu nome é quentinho, eu sou muito quentinho, Eu fiz essa musiquinha pra Juju...

Como a Juju tem uma voz bem fininha, a Poli procurava imitá-la ao cantar a música, e terminava sempre alongando a última sílaba: Jujuuuuu...

Depois de ouvir a música por diversas vezes, a Juju entrava na onda e cantavam juntas por mais algum tempo, até se distraírem com outras brincadeiras.

Esse fato tão simples me ensinou que devo concluir as tarefas que inicio, pois embora a música fosse curta, cumpriu o fim a que se destinava: alegrar a Juju.

Na última semana em que a Poliana estava no hospital, a Juju fez um lindo desenho, e comprou um presente especial: um bonito urso de pelúcia.

Esses dois presentes foram colocados juntos na sepultura, como uma lembrança dessa amiga de todas as horas...


Diário de Poliana, 22 de Maio de 2008.

Hoje foi um dia muito legal porque hoje não teve aula pra mim porque é feriado e eu fiz muitas coisas legais tipo meu tio é claro o irmão da minha mãe veio aqui para conversar com a minha mãe e ele também trouxe uma caixa de bombom e eu comi 2 o meu irmão comeu 2 o meu outro irmão comeu 3 e a minha mãe só comeu 1.

Fim.

Está gostando da história? Compartilhe com um amigo, e deixe seus comentários: