simplesmente poliana - capítulo 37
uma história de fé, amor e esperança

Bem-vindo ao Simplesmente Poliana. Você vai conhecer uma menina que em apenas 9 anos de vida semeou alegrias e deixou muita história pra contar. ;-)

rio, angra, volta redonda

Tomadas as providências necessárias, partimos do Rio quase no fim da tarde, rumo a Angra dos Reis, onde faríamos uma homenagem na igreja, para que todos os amigos tivessem a oportunidade de se despedir.

Deixamos a organização do funeral por conta de amigos, e fomos nos reencontrar com nossos filhos que estavam longe de nós há uma semana. Retornar para o encontro deles foi um momento bastante especial.

Nos abraçamos, choramos, e fizemos juntos uma oração em prol da Poliana e da união de nossa família.

A seguir, entramos na van, rumo à capela de Angra dos Reis. Como moramos a quase uma hora do local, tivemos tempo para conversar e nos confraternizar durante o trajeto.

Eram mais de onze horas, quando sentamo-nos no primeiro banco, e após uma breve reunião, recebemos de um a um os cumprimentos de todos os presentes.

As crianças fizeram desenhos e escreveram cartinhas de despedida, que foram colocadas junto à Poli. Uma amiga deu uma boneca, e a Martha prometeu que seria recolocada no mesmo lugar na hora do enterro.

Era pouco mais de meia-noite quando deixamos o estacionamento da capela de Angra dos Reis. Como o falecimento ocorreu na véspera do aniversário de treze anos do nosso filho Arthur, precisávamos encontrar maneiras de marcar a data com lembranças alegres também.

Na mesma minivan que nos trouxera do Rio (gentilmente cedida pela empresa na qual trabalho) seguimos para Volta Redonda, onde seria feita a despedida final na manhã seguinte, pois a maioria dos nossos parentes mora por lá.

Tão logo o veículo ganhou a pista, começamos a cantar o ‘Parabéns pra Você’ em homenagem ao Arthur - com todo o ânimo que nos foi possível reunir... Fizemos um retorno para pegar a rodovia, e passamos cantando em frente à capela onde havíamos chorado minutos antes.

Foi uma cena inesquecível ver o rosto do Arthur se iluminar de repente, ao perceber que também merecia nossa atenção. Aquele momento foi uma ilha de esperanças num mar de tristezas, uma lembrança de que sempre haverá um dia após o outro, por mais longa que a noite possa parecer...

Na noite de domingo, repetimos a cena, dessa vez no sítio da família Pereira, onde tantas vezes nos reunimos em companhia da ‘Vó Terezinha’, que conseguia nos fazer sentir bem mesmo sem dizer uma única palavra. Sua satisfação era notória ao ver os filhos e netos em harmonia...

Chegamos em Volta Redonda às três e meia, e encontramos familiares e amigos que estavam nos esperando desde o dia anterior. Organizamos os preparativos, e nos sentamos para descansar. Aproveitando a maciez dos bancos, deitei-me no colo da Martha...

E apaguei.


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