simplesmente poliana - capítulo 3
uma história de fé, amor e esperança

Bem-vindo ao Simplesmente Poliana. Você vai conhecer uma menina que em apenas 9 anos de vida semeou alegrias e deixou muita história pra contar. ;-)

uma bicicleta para dois

Já era noite, quando cheguei do serviço e a Poliana me pediu que a ensinasse a andar de bicicleta. Escolhemos uma rua bem comprida, plana, com pouco movimento, pertinho de casa, e começamos a empreitada.

Enquanto ia pedalando e falando, eu corria ao seu lado, equilibrando a bike pelo selim e guidão. Logo, larguei o guidão e fiquei apoiando apenas pelo selim. A ciclista foi progredindo rapidinho...

Na próxima etapa, soltei o selim e comecei a bater palmas, para que ela soubesse que estava andando sozinha e desenvolvesse a autoconfiança.

Um pouco mais de treino, e passei a contar em voz alta. Ela ia pedalando toda independente e concentrada. Caso se desequilibrasse, lá estava o pai, firmando a bicicleta e começando tudo de novo.

Seu progresso foi tão notório que logo nas primeiras vezes já chegamos ao número vinte, depois ao quarenta, oitenta, e assim por diante.

Tão logo passamos da casa dos duzentos, ela não se conteve de alegria e correu para casa para contar para a mãe. Lembro-me dela correndo em direção à casa, anunciando eufórica sua mais nova conquista:

-- Mãe, eu já sei andar de bicicleta!

Ainda que viva cem anos, jamais esquecerei a doçura daquele momento. Ao me deitar naquela noite, agradeci a Deus por me permitir partilhar com ela o sabor daquele triunfo.

Hoje, percebo que foi um daqueles momentos mágicos entre pai e filha, que nenhum dinheiro no mundo pode comprar.

Nos dias que se seguiram, pedalamos em família para a cachoeira, e passeamos pelas ruas do bairro. Ela ia toda contente, fazendo um zigue-zague aqui, outro acolá, desenvolvendo e desfrutando sua mais nova habilidade.

Tesouros como esse, o tempo não pode apagar.


Diário de Poliana, 01 de Abril de 2008.

Hoje eu fui na escola e fui muito legal mas minha mãe foi me buscar porque meu irmão estava doente com febre. Nós pensamos que era dengue.

Ele chorou muito. Ele pensou que ele ia morrer. Eu pensei também que ele ia morrer.

Depois nós tomamos sorvete. Fim.


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