simplesmente poliana - capítulo 25
uma história de fé, amor e esperança

Bem-vindo ao Simplesmente Poliana. Você vai conhecer uma menina que em apenas 9 anos de vida semeou alegrias e deixou muita história pra contar. ;-)

dias de incerteza

Ao chegar ao consultório, fiquei um tanto mais calmo. O médico me transmitiu alguma confiança, pois disse que o tratamento iria acontecer em oito sessões, uma a cada vinte e um dias, começando na próxima terça-feira. Voltei ao hospital, comuniquei à Martha, e ficamos aguardando sua visita.

A Poli foi liberada da UTI e passou para um quarto coletivo no terceiro andar. Havia três leitos, dois dos quais estavam vazios. A Martha e eu ficamos nos sofás.

Já era quase meia-noite quando nos disseram que não poderíamos ficar juntos no quarto. Como não tínhamos uma casa de apoio ali por perto, decidimos que era hora de contratar um quarto particular. Eles providenciavam uma cama extra, e assim nossa família teve um relativo sentimento de privacidade e conforto... Ficamos muito felizes.

No dia seguinte, o médico veio nos visitar ao cair da tarde. Conversou com a Poliana, explicou-lhe claramente sobre a queda dos cabelos, e tranqüilizou a Martha no tocante ao tratamento. Antes de sair, deu-lhe um abraço – o qual a fez acreditar que nosso caso estava em boas mãos...

Os dias foram se passando, os exames de sangue continuaram sendo coletados regularmente, e ficamos aguardando a tão esperada terça-feira para darmos início ao tratamento.

Nos dias que se seguiram, o médico apareceu apenas mais uma vez, conversou conosco por uns cinco minutos e nunca mais deu notícias. O quadro de saúde da Poli começou a se agravar...

Voltei ao consultório (do outro lado da cidade) para cobrar uma posição sobre o caso, e ouvi o comentário: “O caso da sua filha não tem a mínima urgência. O que precisamos obter com exatidão é o diagnóstico... Para começar com o tratamento certo.”

Essa e outras frases minaram por completo minha confiança nesse médico, e fiquei pensando no que deveria fazer. Na noite de terça, não havendo recebido dele sequer um telefonema, fiquei acordado na sacada do hospital, e vi como num filme cada uma das cenas que havíamos presenciado. O desdém, a frieza e a falta de profissionalismo ficaram evidentes. Já estava mais do que na hora de tomarmos uma atitude...

Ao recordar essas cenas, tenho um sentimento mais tranqüilo hoje em dia. Cada um de nós é responsável pelas escolhas que faz, e com certeza daremos conta do que fazemos ou deixamos de fazer. Na época, entretanto, fui tomado por sentimentos de revolta, e obviamente cheguei a imaginar maneiras de ‘acertar as contas’ com o tal ‘médico’.

O tempo, a compreensão de minha esposa, e uma esperança crescente na continuidade da vida continuam ampliando minha perspectiva...

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