simplesmente poliana - capítulo 22
uma história de fé, amor e esperança

Bem-vindo ao Simplesmente Poliana. Você vai conhecer uma menina que em apenas 9 anos de vida semeou alegrias e deixou muita história pra contar. ;-)

nossa primeira tranferência

Após a primeira semana de internação, fomos informados de que nossa filha seria transferida para outro hospital, onde haveria mais recursos para tratá-la. Optamos por levá-la a Barra Mansa, onde trabalhava o hematologista que já vinha acompanhando o caso, na mesma cidade da neuropediatra.

O responsável pelo hospital nos informou que a transferência seria para uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas que não deveríamos nos preocupar, pois era apenas uma medida de precaução, em virtude da baixa imunidade com a qual se encontrava nossa filha.

Conseguir a remoção de ambulância foi um verdadeiro pesadelo. Primeiramente, foi-nos explicado que como havíamos dado entrada no hospital pelo plano de saúde, não poderiam levá-la a Barra Mansa gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde.

Fui conversar com as responsáveis pela ambulância, que consultaram a tabela de quilometragem (Angra a Barra Mansa) e me informaram que custaria R$780,00. Levei um susto. Embora tivesse esse dinheiro, pretendia utilizá-lo para outros fins (remédios, exames, alimentação).

Percebi que as atendentes ficaram constrangidas em me apresentar a tabela de preços. Perguntei-lhes se havia alguma

opção alternativa. A mais novinha me respondeu com outra pergunta:

-- O senhor tem algum ‘peixe’ na prefeitura de Angra ou de Paraty? Surpreso com a ingenuidade da moça, respondi:

-- Eu conheço algumas pessoas na cidade, mas para ser atendido numa questão de saúde, a gente tem de conhecer algum ‘peixe’? Não faz sentido...

A garota ficou um pouco envergonhada, e saí da sala, dizendo que iria pensar um pouco...

Voltei ao assistente social e questionei-lhe sobre o assunto. Meus argumentos eram os seguintes:

  •  Eu pagava o INSS regularmente.
  •  Pagava também o imposto de renda.
  •  A empresa onde eu trabalhava contratou o plano
  •  E eu estava sendo penalizado por isso?

Saí da sala, e fiquei andando pelo corredor. Telefonei a um amigo (advogado) e perguntei-lhe o que eu deveria fazer. Ele me pediu que esperasse alguns minutos, que iria fazer alguns contatos para me ajudar...

Dessa vez, fiquei parado, recostado à parede, pensando nas ironias da vida... Como eu tinha o dinheiro, estaria fazendo ‘tempestade num copo d’água’? Por outro lado, aquela

cobrança não me parecia justa, e era meu dever zelar pelas finanças a nosso dispor.

Nesse ínterim, o assistente social apareceu de novo, e disse que eu não precisaria mais me preocupar, pois tomaria conta do caso.

Voltei ao quarto com as boas notícias. Mais um leão havia sido morto, pensava. Na verdade, ele havia apenas adormecido...

Na manhã seguinte, no horário marcado para a remoção, o infeliz voltou a bater na mesma tecla. Não havia ambulância disponível, e precisaríamos pagar aqueles ‘setecentos e oitenta dos infernos.’

Como minha filha estava em boas condições de viajar, perguntei ao representante do hospital se poderíamos fazer a remoção de táxi (no valor de duzentos e cinqüenta reais). Ele disse que seria arriscado...

Não me lembro mais do que fiz, nem do que falei (algo sobre chamar a televisão, o jornal local, etc), mas finalmente deram o braço a torcer e nos informaram que haviam ‘conseguido um jeito’ para nossa viagem.

Perto das onze da manhã (a remoção havia sido marcada para as oito) entramos na ambulância, rumo a Barra Mansa.

Minha esposa e eu estávamos exaustos, mas com o coração cheio de esperança de que dias melhores nos aguardavam...


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