simplesmente poliana - capítulo 2
uma história de fé, amor e esperança

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UM JEITO POLIANA DE SER

Certa vez, quando a Poli tinha uns três aninhos, estava com ela no colo, andando pela sala. Ao nos aproximarmos de uma foto da Martha comigo à porta do templo de São Paulo no dia do nosso casamento, o grilo falante entrou em ação:

-- Papai, nessa foto cê tá casando com a mamãe?

-- Tô, filha...

-- Por quê?

-- Porque o papai ama a mamãe.

Ela pensou um pouquinho, e disse:

-- Papai, cê me ama?

-- Claro que amo!

-- Então... Vamos casar?! 

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Nessa mesma época, enquanto passeávamos ao lado do rio Paraíba, a Poli perguntou:

-- Papai, o Paraíba é fundo?

-- É muito fundo, filha.

-- Nele cabem quantos elefantes, um em cima do outro?

-- Ah... Uns dois ou três, eu acho.

O pinguinho de gente não deixou barato:

-- E girafas? 

= = = = =

Durante uma aula na igreja – cujo tema era a expiação de Jesus Cristo – a professora estava enfrentando certos desafios para manter a disciplina.

Ao final, enquanto recolhia os materiais - pensativa sobre como havia deixado de alcançar os objetivos propostos pela aula - e todos os outros alunos já haviam saído, ela foi surpreendida pela Poliana:

-- Tia, eu gostei muito da aula, viu? Obrigado por você ter preparado com tanto carinho. Posso te ajudar a carregar o material?

A professora – que é pedagoga por profissão e lidera uma organização da Pestalozzi em nossa cidade – nos contou com lágrimas nos olhos que essa foi para ela uma grande lição.

A partir de então, quando pensa que ninguém está dando a mínima para sua aula, lembra daquele momento e sente-se animada para continuar.

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Certo dia, fiquei todo contente ao ler que ‘feliz é o homem que chega em casa com as mãos abanando, e recebe um abraço da mesma maneira’.

Embora meu pai tivesse o hábito de sempre nos trazer coisas ‘de gostoso’ no final do dia, nunca tive essa qualidade.

Naquela noite, quando vi a Poliana correndo para me receber com um abraço e, percebendo que estava de mãos vazias, lembrei-me do que havia lido.

Quando já estávamos no sofá, comentei com ela o ocorrido. Do alto dos seus seis anos, ela respondeu como gente grande:

-- Papai, você pode chegar a qualquer hora com as mãos vazias. Pra nós o mais importante é você.


Diário de Poliana, 26 de Março 2008.

Outro dia eu fui na praia de Mambucaba aquela praia foi muito gostoso.

Nós ficamos um dia ali eu encontrei um peixe muito bonito. Depois nós voltamos para casa. Bom agora que eu já contei a minha viagem eu vou parar. Fim.


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