simplesmente poliana - capítulo 10
uma história de fé, amor e esperança

Bem-vindo ao Simplesmente Poliana. Você vai conhecer uma menina que em apenas 9 anos de vida semeou alegrias e deixou muita história pra contar. ;-)

pequenas coisas

Quando compramos nossa casa em Angra dos Reis, em 2009, começamos a fazer algumas melhorias.

Tão logo a areia para a construção do muro chegou, os meninos e eu subimos na laje e pulamos naquele monte fofinho.

À noite, ainda empolgados, enterramos as crianças na areia, como se estivéssemos na praia.

Coisas simples, muito simples. Com elas, construímos lembranças que nos fazem sentir felizes.

MASSAGENS

Apesar da pouca idade, a Poli desenvolveu diversos talentos. Um deles foi o de cozinhar. Sabia fazer arroz, fritar ovos, fazer bife, salada, etc.

Outro foi o de fazer massagens. Quando eu chegava muito cansado, tomava um banho e ia deitar, ela sempre vinha massagear meus pés e a ‘batata’ da perna.

Depois, fazia uma massagem no capricho na mãe também. Aquela mãozinha de fada fazia a gente relaxar.

Se eu ainda não tivesse tomado banho, ela fazia do mesmo jeito, e não se importava com o meu chulé. Eu sempre enfatizava a importância dela lavar as mãos depois, no que ela obedecia. Que disposição ela tinha em nos servir...

Com certeza, ela tinha um jeito de ser especial.

UNI-DUNI-TÊ

Todo mundo já brincou – ou viu alguém brincando – de “U-ni-du-ni-tê, salamê minguê, o sorvete colorido, escolhido foi você!”

É aquela brincadeira em que as crianças batem umas nas mãos das outras, e vão cantando. Há diversas variantes, com músicas bastante criativas.

A Poli gostava muito de uma dessas brincadeiras cuja música de acompanhamento é:

Soco-soco, bate-bate, soco-soco, vira-vira Soco-bate, soco-vira, soco-bate-vira.

Ela e o Abraão conseguiam brincar numa velocidade assombrosa. Num determinado dia, resolvi entrar na brincadeira. Qual não foi minha surpresa ao perceber que não conseguia companhá-los!

Quando penso nisso, me bate aquela vontade de participar um pouco mais do mundo de faz de conta em que as crianças vivem...

BONEQUINHAS

Certa vez a Poli ganhou duas bonequinhas de presente. Ela cuidou das duas, arrumou as roupinhas, brincou de casinha e organizou uma pequena seção de fotos.

Gostei muito de observar a paciência com a qual ela preparou o casal de gêmeos para as fotos. Yago e Yasmim.

A expressão de alegria no rosto da mãe-mirim é algo digno de nota, não é mesmo?

CASINHA NA ÁRVORE

Quando morávamos em Volta Redonda, construímos uma casinha na árvore. Para subir ou descer, utilizávamos um escorregador.

Em Angra dos Reis, não temos uma árvore no quintal. Então, o Abraão e a Poli construíam barracas para brincar da mesma forma.

Em nossa janela do quarto ainda estão os pregos que eles pregaram para construir a última casinha em que brincaram juntos.

Essas lembranças às vezes doem, às vezes fazem chorar, mas também geram um sentimento de gratidão por havermos convivido com ela, e ainda convivermos com nossos filhos, com seus desafios e a maneira de ser de cada um.

NOVELAS

Certa vez conversamos em família sobre os efeitos do hábito de assistir novelas. Comentei sobre como as mentiras são dissimuladas e misturadas com verdades, a fim de diminuir nosso discernimento e sensibilidade. Que com o tempo,

podíamos passar a tolerar situações em nossa tela que não permitiríamos acontecer ao vivo.

Enfatizei que, às vezes, chegamos a torcer para que um ‘mocinho’ faça algo que sabemos ser completamente antiético, o que nos vai embotando aos poucos nossa percepção.

Daí em diante, quando uma das crianças estava trocando de canais para escolher um novo programa, bastava que a Poli identificasse uma cena de novela, para alertar aos irmãos:

-- Isso aí é novela. O pai falou pra gente não assistir...

Obviamente, ela não era uma menina perfeita, mas nesse ponto ela atingiu um elevado grau de obediência!

BESOUROS

Não sei de onde surgiu, nem como tudo começou, mas a Poli tinha um medo terrível de besouros. Bastava encontrar um, que ela quase entrava em pânico, saindo imediatamente do recinto.

Para desespero dela, nossa casa em Angra dos Reis ficava infestada deles durante determinada época do ano.

As crianças já sabiam, e faziam a maior gozação!

Coisas de família...


Diário de Poliana, 19 de Abril de 2008.

Dia de Passeio! Sabadão!!! Hoje fomos à cachoeira.

Que delícia é lá! A água é geladinha e limpinha. Tem lugares ótimos para nadar.


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