simplesmente poliana - capítulo 1
uma história de fé, amor e esperança

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uma menina brilhante

Cada um de nós nasce trazendo um conjunto de dons, talentos e habilidades que podem ser plenamente desenvolvidos de acordo com o meio em que vivemos e os estímulos que recebemos.

Para quem convivia de perto com a Poliana, ou para quem havia acabado de conhecê-la, era fácil perceber que se estava diante de um espírito nobre. Alguém com a capacidade inata de colocar as necessidades alheias diante das suas.

Sua capacidade de compreender as necessidades humanas superava em muito sua idade, e estava sempre disposta a servir nas coisas mais simples.

Quando recebíamos amigos em casa e estávamos comendo algo, lá vinha a Poli com uma bebida geladinha para nos ofertar, sem que ninguém a houvesse pedido.

Sempre que ganhava alguma coisa, por mais simples que fosse (bala, biscoito, chocolate) antes de se servir, ela oferecia a quem estivesse por perto!

Ela gostava também de presentear de um jeito que só as crianças sabem fazer. Bastava que se aproximasse o aniversário de um membro da família, que ela entrava em ação no planejamento da festinha. Muitas vezes, com os recursos de seu próprio cofrinho.

Sua alegria era escolher ou confeccionar os presentes, comprar as velinhas, convidar os amiguinhos, etc. Nessas horas, podia contar com o irmão (Abraão), seu fiel companheiro de brincadeiras e travessuras.

A cada ano, o grilo falante nos surpreendia com sua simplicidade, seus desenhos, fotos, cartas, brinquedos escolhidos cuidadosamente ou feitos à mão.

No dia dos pais de 2010 – o último que passamos juntos – seu cofrinho foi aberto mais uma vez, para se transformar num lindo porta-retratos. Como não encontrou um pendrive em casa, pegou emprestado com a vizinha, copiou uma foto em que estava sorrindo em cima da árvore e pediu à irmã que fosse com ela fazer a revelação.

A seguir, colocou-a num porta-retratos com as palavras ‘Pai, te amo’ – embrulhou com capricho – e ficou me aguardando voltar do trabalho...

Ao chegar, percebi que havia algo no ar. Como de costume, ela correu para me receber de braços abertos. Depois, me pediu que fechasse os olhos e me entregou o presente, com tamanha expressão de alegria no rosto que jamais esquecerei.

Aquele sorriso me fazia esquecer qualquer dificuldade do dia. Era um presente diário que eu recebia simplesmente por voltar pra casa.

E a doçura daquele sorriso continua iluminando meu dia a dia, fortalecendo a esperança de que no futuro ainda nos encontraremos outra vez!

Quando me diziam que "os anjos vêm nos visitar, e só o percebemos quando se foram", eu acreditava...

Agora, sei.


Diário de Poliana, 26.03.2008:

"Outro dia eu fui na praia de Mambucaba. Aquela praia foi muito gostosa. Nós ficamos um dia ali e eu encontrei um peixe muito bonito. Depois nós voltamos para casa.

Bom, agora que eu já contei a minha viagem, eu vou parar.

Fim."


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