Lidando com os Sentimentos

by Charlles Nunes
(Angra dos Reis, RJ, Brasil)

Uma das grandes lições que pude aprender foi a de que, quando chega a hora da partida, os familiares que participaram dos momentos finais sentem que poderiam ter feito algo mais.

Tive esse sentimento de forma mais intensa por algumas vezes, ao pensar no seguinte:


  • Adiei vários passeios com ela na casa das amigas,
  • Nunca a matriculei numa escolinha de natação,
  • Durante seus últimos momentos de vida eu não estive ao seu lado

Nessas horas, o apoio dos familiares torna-se fundamental para elevar a auto-estima de quem se sente assim, eliminando seu sentimento de culpa.

Refletindo profundamente sobre o assunto, busquei forças pensando no oposto – naqueles momentos em que passamos juntos.

Ao procurar identificar momentos nos quais me dediquei exclusivamente a ela, encontrei vários deles... que acabaram se tornando inesquecíveis pra mim . Um deles aconteceu quando ela estava aprendendo a andar de bicicleta!

Enquanto retornávamos do cemitério, meu irmão e eu conversamos a respeito do assunto, e em seus estudos ele havia descoberto que em ocasiões como essa a pergunta não é se você fica com um sentimento de culpa, mas quanta culpa você sente, e como irá administrá-la, pois “é comum TODOS os envolvidos sentirem que não fizeram tudo o que estava aos seu alcance”.

Ainda que sejamos todos diferentes, e cada pessoa tenha sua maneira própria de ser, viver e interpretar os mesmos fatos, a natureza humana é semelhante em suas necessidades...

De certo modo, “o olhar do outro me revela.”

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