Anjos de Branco

by Charlles Nunes
(Angra dos Reis, RJ, Brasil)

Em nossa trajetória por quatro hospitais, conhecemos diversos profissionais da saúde, e como pai pude perceber quanta diferença faz quando um deles trabalha motivado pelo amor...

Da primeira vez que acompanhamos a Poli no hospital, sua internação durou onze dias. Foi nessa época que conhecemos uma enfermeira que marcou toda nossa trajetória: Tia Évelin.

Não sei se foi aquele rosto sempre iluminado, aquele sorriso largo, a atenção demonstrada a cada criança, ou simplesmente a habilidade em se colocar no nosso lugar, mas essa profissional – entre outras de grande competência – se destacou a tal ponto que a Poli sempre comentava sobre ela.

Certa ocasião, 'Tia' Évelin deixou um filho pequeno em casa, e passou o turno preocupada, ligando diversas vezes para saber se ele já estava melhor. Mesmo assim, continuava cuidando das crianças da enfermaria como se fossem dela!

Lembrei-me de uma história que li sobre um país devastado pela guerra, no qual as mães adotavam as crianças encontradas na rua, na esperança de que alguma outra mãe, em algum lugar, fizesse o mesmo pelos seus filhos.

Gostaria também de prestar tributo à enfermeira Sandra, do Prontobaby, que foi um anjo confortador em nossa vida, na única noite em que passamos acordados cuidando da Poli. Após duas tentativas de exame de sangue, ela veio e acertou na primeira vez.

Como não sabíamos que aquela seria nossa última noite no hospital, combinamos que dali pra frente ela seria a enfermeira oficial para a coleta diária de sangue - que fazia parte do tratamento. (Na verdade, era sua única oportunidade de demonstrar aquele grau de carinho e atenção, e ela correspondeu à altura...)

Lembranças como essas - de profissionais que vão além do cumprimento do dever - reforçam nossa crença na bondade do ser humano!


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