Amigos de Todas as Horas

by Charlles Nunes
(Angra dos Reis, RJ, Brasil)

Algumas pessoas demonstram ter atingido o mais alto grau de compreensão do sentido da amizade, servindo de exemplo a muitas outras. O que vou relatar agora é mais um desses exemplos.

No dia oito de outubro de 2010, a Poli passou o dia inteiro com dor de cabeça. Já eram quase onze da noite quando decidimos levá-la ao hospital de Praia Brava.

Em ocasiões como essa, contávamos sempre com nosso amigo Júnior, que de bom grado saiu da cama, passou pela casa da Alice (que ficaria com nossas crianças) e veio nos socorrer mais uma vez.

Após deixar-nos no hospital, ficou de prontidão para nos ajudar no que fosse preciso. Ligou diversas vezes para saber se havia algo que pudesse fazer por nós, e mostrou-se um verdadeiro irmão em tempos de adversidade. Em pouco tempo, conquistou nossa confiança e admiração pelo serviço abnegado que prestou.

Quando já estávamos no Rio, recebi dele uma ligação me informando que – em companhia do Cláudio e do Irani, haviam organizado um movimento na obra de Angra 3, visando arrecadar fundos para nos ajudar.

Lembro-me vividamente desse momento e de quanto senti que eles nos amavam. Desatei a chorar, e comentei com a Martha, que também ficou emocionada.

Já de volta ao trabalho, conheci os detalhes do plano de arrecadação, e admirei ainda mais o empenho de toda e equipe em nos proporcionar conforto e bem-estar.

Eles haviam preparado um cartaz, colado em uma bolsa, e percorrido toda a obra, informando a centenas de trabalhadores sobre nossa necessidade...

Como diz o adágio: "Existem pagamentos que nunca caberiam num envelope."


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