A Vida Continua...

by Charlles Nunes
(Angra dos Reis, RJ, Brasil)

Na noite do dia 31 de outubro de 2010, após concluirmos todas as atividades relacionadas ao sepultamento, os parentes se reuniram para comemorarmos dois aniversários: meu filho fazia 13 anos, e meu cunhado, 52.

Há alguns anos a família toda não se reunia mas, desta vez, sem qualquer planejamento, todos sentiram vontade de estar juntos... no sítio da Vó Terezinha!

Antes de partirmos os bolos, algumas pessoas pediram para falar...

Um cunhado enfatizou que, após o funeral, havia se dirigido para casa em Barra Mansa, mas que se sentiu compelido a “pegar o carro e ir até o sítio”. Comentou sobre o que sentiu ao participar do funeral na igreja, dizendo que “as pessoas que participaram da cerimônia foram tocadas pelo espírito de paz que emanava do local” e que “o trabalho iniciado por Jesus Cristo ainda não havia terminado, pois Ele vai voltar um dia”.

Outro, comentou sobre a importância de nos lembrarmos do aniversário do Arthur como um dia de alegria e de união da família – e que preservássemos a alegria daquela data nos anos seguintes.

Uma de minhas cunhadas compartilhou o sentimento de que sua falecida mãe poderia estar ali presente em espírito, mostrando à Poliana como a família estava unida numa ocasião solene como aquela, e convidou a todos a perguntarem ao Pai Celestial o que deveriam fazer para vivermos juntos em família por toda a eternidade.

Uma sobrinha ainda jovem – e que raramente fala em público – enfatizou a importância do perdão quando houver qualquer desentendimento em família, e disse para colocarmos os acontecimentos do dia a dia em sua devida perspectiva.

Quem esteve presente naquela ocasião pode sentir algo diferente... uma paz que desafia qualquer descrição, um sentimento de harmonia que há muito não havíamos sentido.

No dia seguinte, mais parentes se juntaram ao grupo. Fomos a Volta Redonda para buscarmos minha irmã e os sobrinhos sapecas, Dudu e Pepe, e passamos dias inesquecíveis!

Ali, longe dos centros urbanos e dos celulares, em contato com a natureza, conversamos com amigos de longa data, brincamos com as crianças, e pude sentir minha energia renovada para retornar às atividades do dia a dia.

A vida tem que continuar...


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